sábado, 12 de maio de 2012

“SARDES ESPLENDOR NO PASSADO DECADÊNCIA NO FUTURO”


“SARDES ESPLENDOR NO PASSADO DECADÊNCIA NO FUTURO”



TEXTO: Ap.3.1-6.





INTRODUÇÃO: No tempo de João, Sardes, antes capital do antigo reino de Lídia, era comparativamente insignificante. Até a igreja participava dessa humilhação – tens nome de que vives, e estás morto (v. 1). Sir W. M. Ramsay disse que em nenhum outro lugar pode encontrar

um contraste tão melancólico entre o esplendor passado e a decadência.

Sardes era uma cidade degenerada. Vejamos sua história, porque a carta

à Igreja em Sardes está escrita tendo em mente essa história.

Setecentos anos antes que se escrevesse a Carta a Sardes, esta

localidade era uma das cidades mais magníficas do mundo. Desde Sardes

governava o rei de Lídia, com esplendor oriental sobre seu vasto

império. Na época do Apocalipse, Sardes era uma cidade oriental, hostil

ao mundo helênico e temeroso de tudo o que fosse grego. Esquilo, o

grande dramaturgo grego, escreveu com relação a Sardes: "Os que

habitam perto de Tmolus juraram destruir o jugo helênico."

Sardes estava localizada no meio da planície do rio Hermus. Ao

norte dessa planície ergue-se a longa cordilheira do monte Tmolus;

desde essa cordilheira se apartam uma série de cadeias menores, como

esporões, cada uma das quais abrange uma estreita meseta. Sobre um

destes esporões, a quinhentos metros de altura, levantava-se a Sardes

original. É evidente que essa posição convertia Sardes numa praça

militar virtualmente inexpugnável. Os lados da meseta eram suavemente

escarpados; somente podia penetrar-se em Sardes pelo lugar onde a

meseta se unia à cadeia de Tmolus. Mas ainda por esta passagem o

ingresso era difícil e íngreme. Tem-se dito que Sardes se elevava como uma enorme torre de vigia sobre o vale do Hermus. Chegou o momento

quando o espaço de que dispunha a cidade em sua meseta foi muito

estreito para a expansão de suas edificações. Sardes seguiu crescendo,

então, sobre o sopé da meseta. O nome de Sardes (Sardeis em grego) é

uma palavra plural, porque em realidade tratava-se de duas cidades, a

cidade sobre a meseta e a cidade no vale abaixo da meseta.

Vs1-Nessa atmosfera generalizada de degeneração e decadência a

própria Igreja cristã em Sardes tinha perdido sua vitalidade e seu poder,

parecia-se mais a um cadáver que a uma Igreja viva. A Igreja em Sardes

era uma Igreja degenerada numa cidade degenerada.

*(1) É aquele que tem os sete espíritos de Deus. Já nos tínhamos

encontrado com esta frase estranha em Apocalipse 1:4. Seu significado

pode ter dois aspectos:

(a) Denota o Espírito Santo, em seu sétuplo dom, uma idéia que se

fundamenta em Isaías 11:2. O sétuplo dom é a sétupla manifestação do

Espírito Santo.

(b) Denota o Espírito em sua sétupla atuação. Há sete Igrejas na

Ásia, e entretanto em cada uma delas o Espírito opera na plenitude de

sua presença e poder. Em cada uma delas sua presença é igualmente

plena e completa. Os sete espíritos significam, então, a universalidade da

presença do Espírito Santo.

(2) É aquele que tem as sete estrelas. As estrelas representam as

Igrejas e seus anjos. A Igreja é de Jesus Cristo. Ele é aquele que tem,

possui, é dono da Igreja. Em muitas oportunidades e lugares as fomes

agem como se a Igreja lhes pertencesse, como se tivessem direito de

administrar e governar a Igreja para acomodá-la a seus próprios  objetivos ou interesses. Mas a Igreja, e cada uma das congregações que

estão nela, pertence a Jesus Cristo e todos os que estão na Igreja são seus

servos. No que respeita a qualquer decisão relacionada com ela, em sua

Apocalipse (William Barclay) 137

totalidade ou em qualquer de suas partes, o fator decisivo não deve ser

jamais o que querem os homens que a Igreja faça, mas sim qual é a

vontade de Jesus Cristo, seu Senhor, Amo e Proprietário.

*A DIFERENÇA  ENTRE MORTE E VIDA

A terrível acusação que se levanta contra a Igreja em Sardes é que

mesmo quando goza de uma boa reputação por sua atividade, no fundo

está morta. O Novo Testamento relaciona muito freqüentemente o

pecado com a morte. Nas Epístolas Pastorais lemos: “A que se entrega

aos prazeres, mesmo viva, está morta” (1 Timóteo 5:6). O Filho Pródigo,

quando volta à casa de seu pai, é aquele que estava morto e agora vive

(Lucas 15:24). Os cristãos de Roma, por serem homens e mulheres que

aceitaram a Jesus Cristo como seu Salvador, são vivos entre os mortos

(Romanos 6:13). Paulo diz que seus conversos, antes de terem conhecido

o Evangelho, estavam mortos em suas transgressões e pecados (Efésios

2:1,5). O efeito do pecado é uma espécie de morte

(1) O pecado é a morte da vontade. Se alguém aceitar o convite do

pecado, chega muito em breve ao momento quando é incapaz de aceitar

qualquer outro convite. Os hábitos vão deitando raízes nele, até que já

não pode abandoná-los, por mais forte que seja seu desejo de fazê-lo. A

indulgência vai apoderando-se dele até que não tem forças para viver de

outra maneira, ainda que odeie seu comportamento. Chega-se ao ponto,

como observava Sêneca, de que alguém odeie e ame seus pecados ao

mesmo tempo. É um estado no qual o homem é, definitivamente, escravo

do pecado. Há poucos de nós que não tenhamos experimentado a força

de um mau hábito. É tão grande o poder do pecado que termina sempre

invariavelmente matando a vontade.

(2) O pecado é a morte dos sentimentos. O processo de converter-se

em escravo do pecado não se produz da noite à manhã. A primeira vez

que um homem peca, ele o faz com vacilações e dúvidas. Pensa que isso

não deve voltar a suceder outra vez. Mas chega o momento, se continua

fazendo o que sabe que é incorreto, quando as vacilações e dúvidas já

não o detêm, pois nem sequer as experimenta. Antes, teria ficado

horrorizado ver-se a si mesmo nessa situação. Agora, o faz sem temores, sem remorsos, com toda naturalidade. O pecado, como diz Burns,

"petrifica os sentimentos". A tragédia do pecado é que mata o mais

elevado e superior do homem.

(3) O pecado é a morte da beleza: pode tomar as coisas mais belas e

transformá-las em feias. Como conseqüência do pecado o desejo pelas

coisas mais altas pode transformar-se na ambição de poder; o desejo de

servir pode chegar a ser a vontade torcida de dominar a outros com

favores; o amor e o desejo que deste emana, convertem-se em luxúria. O

pecado mata a beleza da vida.

É somente mediante a graça de Deus que podemos escapar à morte

do pecado, ressuscitar dessa morte, mesmo quando o pecado nos tenha

totalmente prisioneiros em suas garras

A IGREJA LIVRE DE AMEAÇA

A morte da igreja em Sardes teve um efeito muito estranho.

(1) Não havia heresias que ameaçassem a Igreja em Sardes. Não há

indicação alguma da presencia em Sardes de falsas doutrinas, ou da

influência de mestres com idéias contrárias ao Evangelho. A Igreja em

Sardes era muito ociosa intelectualmente para dar-se ao trabalho de

pensar. A heresia sempre é o produto de uma mente que busca e

investiga, é, em realidade, um sinal de vitalidade e inteligência; indica,

pelo menos, que há aqueles que tentaram pensar as coisas por sua própria

conta. A heresia em geral é o acento desequilibrado de um aspecto da

verdade.

Se sublinhamos muito a divindade de Jesus Cristo, caímos no

docetismo, uma heresia segundo a qual a humanidade de nosso Senhor

teria sido só aparente. Se acentuamos muito a humanidade, pelo

contrário, Jesus Cristo converte-se numa figura heróica, no melhor dos

homens bons. Se acentuarmos muito a Lei, caímos no legalismo que

mata o espírito; se acentuamos muito a graça caímos no antinomianismo

O DEVER DE ESTAR VIGILANTE

(1) A vigilância deveria ser uma atitude constante da vida cristã. “Já

é hora de vos despertardes do sono”, diz Paulo (Romanos 13:11). E

também: “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé” (1 Coríntios 16:13).

Segundo se tem dito, "A constante vigilância é o preço da liberdade", e

pode ampliar-se este provérbio afirmando: "A vigilância eterna é o preço

da salvação".

(2) O cristão deve estar vigilante contra as armadilhas do demônio

(1 Pedro 5:8). A cidade de Sardes conhecia, em sua história, o perigo que

corre uma guarnição quando seu guarda não vigia constantemente. O

cristão está sendo atacado todo o tempo pelos poderes que buscam

separá-lo de sua lealdade a Cristo e do caminho do bem. Em geral estes

ataques são sutis e disfarçados. Portanto, a gente sempre deve estar em

guarda.

(3) O cristão deve estar vigilante contra a tentação. Disse Jesus:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mateus 26:41). A

tentação espera os momentos em que não estamos em guarda, e então

ataca. Um momento de paixão pode nos fazer descuidar nosso

autocontrole. Uma fraqueza transitiva da vontade pode nos fazer vacilar

no propósito de não ter nada que ver com o mal. A fadiga, a tristeza, o

Apocalipse (William Barclay) 141

esgotamento, podem reduzir nosso poder de resistência. Um momento de

exagerada confiança em nós mesmos pode converter-se num momento

de ruína. Na vida cristã deve-se vigiar o ataque da tentação cada vez

com maior cuidado.

(4) Em repetidas ocasiões o Novo Testamento exorta os cristãos a

esperar vigilantes a vinda do Senhor. “Portanto, vigiai, porque não sabeis

em que dia vem o vosso Senhor”. “O que, porém, vos digo, digo a todos:

vigiai!” (Mateus 24:42-43; Marcos 13:37). Paulo acrescenta: “Assim,

pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos

sóbrios” (1 Tessalonicenses 5:6). Nenhum homem sabe quando será o

momento em que a eternidade invadirá o tempo. "O último dia, diz

Agostinho, "é um segredo, para que cada dia vigiemos". Devemos viver

cada dia de nossas vidas como se fosse o último.

(5) O cristão deve estar vigilante contra os falsos ensinos e os falsos

mestres. No último discurso de Paulo aos anciãos de Éfeso, adverte-os de

que lobos rapaces vão invadir o rebanho, de fora, e que de dentro se

levantarão homens ímpios que falarão coisas perversas. "Portanto", dizlhes,

"estejam vigilantes" (Atos 20:29-31).

(6) E o cristão não deve esquecer que assim como ele monta guarda

por Jesus Cristo, Jesus Cristo o está guardando. O Cristo ressuscitado

diz: "Não achei tuas obras perfeitas diante de Deus." Aqui nos saem ao

encontro duas grandes verdades.

(a) Cristo espera algo de nós. Muito freqüentemente vemos Cristo

como Aquele que nos dá coisas; esperamos que Ele nos dê poder, ajuda,

apoio, consolação. Mas não devemos esquecer nunca que Ele espera

nosso amor, nossa lealdade e nosso serviço. O cristianismo nunca deve

conceber-se como uma relação unilateral na qual nós recebemos tudo e

nunca damos nada. Cristo espera de nós o serviço e o amor que

possamos lhe oferecer.

(b) O que devemos fazer é o que está ao alcance de nossa mão. Há

um dito em inglês, muito antigo e muito verdadeiro: "O senão é o que

estamos obrigados a fazer, o destino o que podemos fazer." O cristão não

Apocalipse (William Barclay) 142

crê num senão iniludível, mas sim crê num destino, que pode aceitar ou

rejeitar. Cristo espera algo de cada um de nós; há algo que cada um de

nós pode fazer por Ele.

Vs.3-(1) O Cristo ressuscitado diz: “Lembra-te, pois, do que tens

recebido e ouvido.” Neste caso a exortação está (no idioma grego do

original) em presente imperativo, e significa: "Segue lembrando, lembra

cada dia, nunca te permitas esquecer..."

O Cristo ressuscitado está dizendo aos letárgicos cristãos de Sardes

que devem lembrar o entusiasmo e emoção que experimentaram ao

ouvirem o evangelho pela primeira vez. É um fato da vida que certas

coisas afiam a memória que está fraca.

Quando voltamos a visitar a tumba de um ser querido, o lugar volta

a nos trazer em toda sua acuidade o sentimento de tristeza e dor que um

dia experimentamos. Quando voltamos para um lugar onde vivemos uma

experiência muito profunda, a visão das coisas que nos rodeiam reacende

em nós o deleite ou a amargura que nos invadiram naquela circunstância.

Os sentimentos voltam para nós com uma intensidade que o tempo tinha

conseguido aplacar. Várias vezes, ao longo de sua vida, o cristão deve

voltar a pôr-se de pé diante da Cruz, para lembrar com toda clareza o que

Deus tem feito por ele.

(2) O Cristo ressuscitado diz “Arrepende-te...” Neste caso o verbo é

um aoristo imperativo, que descreve, em grego, uma ação completada.

Na vida cristã deve haver um momento decisivo, quando fazemos a

opção de deixar atrás todas as coisas velhas e começar um novo

caminho. Trata-se de uma crise fundamental na vida, o corte definitivo

de um estilo de vida e a decisão firme de iniciar uma vida nova. É uma

meia-volta completa, graças a qual iniciamos nossa marcha com Cristo e

Apocalipse (William Barclay) 143

não seguimos escapando dEle. Todo ser humano deve dar-se conta que o

cristianismo não é hábito ou empecilho, mas sim a conseqüência de uma

decisão consciente e crítica.

(3) O Cristo ressuscitado diz: “Guarda-o...” (o que tens recebido e

ouvido). Aqui voltamos ao presente imperativo, que indica uma ação

continuada. Significa: "Nunca deixe de observar, de guardar os

mandamentos do evangelho; guarda-os e observa-os diariamente; transita

pelo caminho cristão cada minuto de sua existência." Esta é uma

advertência contra o que poderíamos chamar "cristianismo

espasmódico". Muitos de nós somos cristãos um dia e não cristãos no

dia seguinte. Muitos de nós somos capazes da maior nobreza um dia, e

da maior deslealdade no dia seguinte. Podemos agir com uma bondade

quase sacrifical num momento, mas depois seremos brutalmente

egoístas. O mandamento do Cristo ressuscitado é que perseverantemente,

dia a dia, guardemos e observemos os mandamentos e as exigências do

evangelho.

(4) Por último, temos o mandamento de ser vigilantes. Há um

antigo ditado latino que reza: "Os deuses caminham com seus pés

envoltos em lã." Aproximam-se de nós, quer dizer, sem que nos

tenhamos dado conta de sua proximidade, surpreendem-nos com sua

presença. Num momento inesperado, sem que tenhamos podido prevê-lo,

encontramo-nos um dia frente a frente com a eternidade. Mas isto não

nos poderá suceder se cada dia de nossa vida o vivemos à sombra da

eternidade, se cada dia de nossa vida o vivemos na presença e companhia

de Jesus Cristo. Aquele que anda com sua mão na dEle, não poderá ser

tomado de surpresa por sua vinda em glória.

Vs.3b-(3) O Cristo ressuscitado diz: “Guarda-o...” (o que tens recebido e

ouvido). Aqui voltamos ao presente imperativo, que indica uma ação

continuada. Significa: "Nunca deixe de observar, de guardar os

mandamentos do evangelho; guarda-os e observa-os diariamente; transita

pelo caminho cristão cada minuto de sua existência." Esta é uma

advertência contra o que poderíamos chamar "cristianismo

espasmódico". Muitos de nós somos cristãos um dia e não cristãos no

dia seguinte. Muitos de nós somos capazes da maior nobreza um dia, e

da maior deslealdade no dia seguinte. Podemos agir com uma bondade

quase sacrifical num momento, mas depois seremos brutalmente

egoístas. O mandamento do Cristo ressuscitado é que perseverantemente,

dia a dia, guardemos e observemos os mandamentos e as exigências do

evangelho.

(4) Por último, temos o mandamento de ser vigilantes. Há um

antigo ditado latino que reza: "Os deuses caminham com seus pés

envoltos em lã." Aproximam-se de nós, quer dizer, sem que nos

tenhamos dado conta de sua proximidade, surpreendem-nos com sua

presença. Num momento inesperado, sem que tenhamos podido prevê-lo,

encontramo-nos um dia frente a frente com a eternidade. Mas isto não

nos poderá suceder se cada dia de nossa vida o vivemos à sombra da

eternidade, se cada dia de nossa vida o vivemos na presença e companhia

de Jesus Cristo. Aquele que anda com sua mão na dEle, não poderá ser

tomado de surpresa por sua vinda em glória.

Vs.4a-No versículo 4 brilha, através das trevas, um raio de esperança. Até

em Sardes há um remanescente fiel. Deus, em sua misericórdia, busca

Apocalipse (William Barclay) 144

com mais afã os bons que os maus. Quando Abraão está intercedendo

perante Deus por Sodoma, diz-lhe: "Longe de ti exterminar o justo com

o pecador" (Gênesis 18:25). Deus busca com paciência, até encontrar um

remanescente fiel. Na antiga história dos reis de Israel, somente Aías foi

perdoado, entre todos os filhos de Jeroboão, porque nele se encontrou

uma atitude positiva para com o Deus de Israel (1 Reis 14:13). Deus

nunca deixa de buscar seu remanescente fiel, nunca chegam a confundirse,

no olhar de Deus, os bons e os maus, mesmo quando estejam muito

mesclados.

Va.- Vestidos

A tríplice promessa para todos os que foram fiéis é a seguinte:

(1) Serão vestidos com uma túnica branca. Já se tem lido no

Evangelho que os justos "resplandecerão como o Sol no reino de seu

Pai" (Mateus 13:43); o próprio Deus, segundo o salmista, estaria

"vestido" de luz (Salmo 104:2). O que representa, então, a túnica branca?

(a) No mundo antigo as túnicas brancas eram usadas nos dias de

festa e regozijo. “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais

falte o óleo sobre a tua cabeça” recomendava o pregador aos que

queriam viver contentes (Eclesiastes 9:8). A túnica branca pode

representar o fato de que os fiéis serão convidados ao banquete celestial.

(b) No mundo antigo as túnicas brancas representavam a vitória.

Quando em Roma se celebrava algum triunfo militar todos os habitantes

da cidade vestiam túnicas brancas. A cidade, então, recebia o nome de

"cidade branca". As túnicas brancas podem representar, então, a

recompensa daqueles que ganharam a vitória e são reconhecidos como

vencedores por Deus.

Apocalipse (William Barclay) 146

(c) Em toda terra e época o branco é a cor da pureza; neste caso,

pode significar aquela pureza cuja recompensa é o privilégio de ver a

Deus (Mateus 5:8).

(d) Sugeriu-se que as túnicas brancas podem representar os corpos

ressuscitados que os fiéis levarão algum dia. Os que forem fiéis

compartilharão a pureza branca da luz que reveste a Deus em pessoa.

Não é necessário que escolhamos entre os diversos significados

possíveis das túnicas brancas; podemos pensar que todos estes fazem

parte de uma promessa muito grande para esgotar-se numa única forma

de bem-aventurança.

(2) Seus nomes não serão apagados do Livro da Vida. O Livro da

Vida é uma idéia que freqüentemente aparece na Bíblia. Moisés estava

disposto a ser riscado do Livro da Vida se seu sacrifício fosse suficiente

para livrar a seu povo das conseqüências do pecado que tinha cometido

(Gênesis 32:32-33). O salmista tem a esperança de ver o nome dos

ímpios apagados do Livro da Vida (Salmo 69:28). No dia do juízo, serão

salvos os que estiverem inscritos no livro (Daniel 12:1). Estão escritos

no livro os nomes dos colaboradores fiéis do apóstolo Paulo (Filip. 4:3).

Aquele que não tem seu nome escrito no Livro da Vida será lançado no

lago de fogo (Apocalipse 20:15). Somente os que estão escritos no Livro

do Cordeiro entrarão com Ele na bem-aventurança (Apocalipse 21:27).

Na antigüidade os reis levavam um livro no qual se anotavam os

nomes de todos os cidadãos. Se alguém cometia um crime contra o

Estado, era apagado do livro, assim como era apagado, normalmente, ao

morrer. Que nosso nome esteja escrito no Livro da Vida significa que

somos cidadãos fiéis do Reino de Deus.

(3) Jesus Cristo confessará seus nomes diante de seu Pai e dos

anjos. A promessa de Jesus é que se alguém confessar seu nome diante

dos homens, Ele confessará o nome de sua testemunha diante de Deus; e

se alguém o negar diante dos homens, Ele o negará diante de Deus

Apocalipse (William Barclay) 147

(Mateus 10:32-33; Lucas 12:8-9). Jesus Cristo será sempre fiel com os

que sejam fiéis a Ele.






domingo, 6 de maio de 2012

TIATIRA A IGREJA TOLERANTE”


“TIATIRA  A IGREJA TOLERANTE”

Introdução: Tiatira estava localizada no longo vale que conecta entre si os vales

dos rios Hermus e Caico. Na atualidade é sulcada por uma linha

ferroviária. A importância de Tiatira era sua posição geográfica.

(1) Tiatira estava no caminho que unia a Pérgamo com Sardes, e

que seguia até Filadélfia e Laodicéia, numa rota por onde podia chegarse

até Esmirna e Bizâncio. Era o caminho por onde viajava o correio

imperial; por esse caminho se transportava todo o intercâmbio comercial

entre a Europa e Ásia. Portanto, e acima de tudo, Tiatira era uma cidade

comercial importante.

(2) Do ponto de vista estratégico a importância de Tiatira era que

fechava o acesso a Pérgamo, e Pérgamo era a capital da província. As primeiras notícias que temos de Tiatira nos descrevem isso como uma

guarnição fortificada, onde servia uma companhia de soldados

macedônios, cujo cometido era proteger a Pérgamo. Mas Tiatira não

podia suportar um sítio prolongado. Estava convocada num vale aberto e

aprazível, onde não havia colinas ou penhascos que pudessem fortificarse.

Tudo o que Tiatira podia fazer era atrasar o avanço das tropas

inimigas e dar tempo a Pérgamo para preparar suas defesas. Tiatira era,

portanto, do ponto de vista estratégico, uma cidade de fronteira muito

importante.

(3) Tiatira não tinha nenhum significado religioso especial. Não era

centro da adoração de César nem havia nela templos gregos de algum

significado especial. Seu deus local era o herói militar Tirimno, que

aparece nas moedas antigas montando a cavalo e armado com uma tocha

e um pau. A única coisa fora do comum com relação a Tiatira, do ponto

de vista religioso, era que nela funcionava um santuário de adivinhação

(oráculo), presidido por uma sacerdotisa conhecida com o título de

Sambate. A Igreja de Tiatira não enfrentava um perigo especial de

perseguições.

(4) Qual era, então, o perigo e a ameaça em Tiatira? Tiatira é a

cidade, entre as sete, com relação à qual sabemos menos coisas; é muito

difícil, então, reconstruir a situação. A única coisa que sabemos

positivamente era que funcionava como um importante centro comercial.

Era, em especial, o centro da indústria do tingido e do comércio de

tecidos de lã. Lídia, a vendedora de púrpura, provinha de Tiatira (Atos

16:14).

GUILDAS: Estas guildas eram

uniões ou sindicatos de pessoas que trabalhavam num mesmo ramo da

indústria ou o comércio e tinham objetivos tanto de mútua proteção e

benefício como de tipo social e recreativo. Em Tiatira havia guildas de

operários da lã, do couro, do linho e do bronze, de modistas, de

tintureiros, de oleiros, de padeiros e de traficantes de escravos.



Em Tiatira, a menor destas sete cidades, a igreja permitira que uma falsa profetiza a instruísse, levando seus membros à prática da imoralidade e idolatria. Por este motivo o Cristo que se lhe dirigia está descrito como Aquele que executa juízo. Aos vencedores desta cidade Cristo promete privilégios semelhantes aos que Ele mesmo possuía (veja 12:5; 19:15; 22:16).

*PERGUNTAS RELACIONADAS A CARTA

1-Qual era, em realidade, a situação da Igreja nessa cidade?

R-A carta começa com uma descrição do Cristo ressuscitado que

contém uma ameaça. Seus olhos como labaredas de fogo e seus pés

como bronze polido. A descrição é tirada de Daniel 10:6, onde um

mensageiro angélico tem “os seus olhos, como tochas de fogo, os seus

braços e os seus pés brilhavam como bronze polido.” Em tudo isto há

algo de espanto, terror e reverência. Os olhos chamejantes significam

pelo menos duas coisas: em primeiro lugar, a ira acesa do Cristo

ressuscitado em face do pecado; em segundo lugar, a tremenda e

arrepiante penetração desse olhar que nos descobre de todo disfarce e

entra até revelar nossos segredos mais íntimos. Quanto aos pés de

bronze, significam sem dúvida o poder inflexível, incomovível e

invencível do Cristo que esteve morto e agora vive. Uma mensagem que

começa desta maneira sem dúvida não terá nada de tranqüilizador e

consolador.

2-Quem era essa mulher, Jezabel, aparentemente o centro do problema?

R-"sua mulher Jezabel". No princípio víamos

que o anjo de cada Igreja podia ser o bispo que a presidia. Se esta carta

está dirigida ao bispo da Igreja em Tiatira, esta possível tradução

significaria que a causa de todo o problema era a esposa do bispo. Este

detalhe seria uma chama de informação muito interessante sobre a vida

dos cristãos na Igreja Primitiva. Não seria a última vez em que as

esposas dos dirigentes são causa de problemas numa congregação. Mas,

por diversas razões, é melhor rejeitar esta interpretação, visto que a

diferença no texto grego que nos obrigaria a traduzir da maneira variante

não é sustentada nos melhores manuscritos.



3-Quais eram em realidade seus ensinos?

R-Apocalipse 2:18-29 (continuação)

A segunda parte do ensino de Jezabel não é tão clara. Diz-se que

ensinava a cometer fornicação (v. 20); é exortada a arrepender-se de suas

fornicações (v. 21); seus amantes e seus filhos são ameaçados junto com

ela (vv. 22-23). A pergunta é a seguinte: Deve tomar-se literalmente esta

referência à fornicação, ou no sentido metafórico que é freqüente nas

Escrituras? Refere-se à imoralidade sexual ou à infidelidade espiritual a

Deus? Não há dúvida que nas Escrituras a infidelidade a Deus se

expressa em termos de fornicação e adultério. Israel é a esposa de Deus

(Isaías 54:5; Jeremias 3:20); no Novo Testamento a Igreja é a esposa de

Cristo (2 Cor. 11:1-2; Efésios 5:24-28). Em repetidas oportunidades,

portanto, acusa-se a Israel de cometer adultério com outros deuses

(Êxodo 34:15-16; Deuteronômio 31:16r Salmo 73:27; Oséias 9:1). No

Novo Testamento, a época que é infiel a Jesus Cristo é uma "geração má

e adúltera" (Mateus 13:39; 16:4; Marcos 8:38).

*É possível que o ensino de Jezabel fosse que não era necessário ser

muito exclusivos na adoração de Cristo, e sobretudo, que não era

necessário negar-se a dizer "César é o Senhor" e queimar um pingo de

incenso em seu altar. Possivelmente dissesse que não prejudicava o

verdadeiro crente aceitar as formalidades rituais e cerimoniais do culto

pagão. Se os cristãos fossem um pouco menos fanáticos nessas coisas

seria fácil ganhar alguns pagãos a mais para Cristo e poupariam muitos

problemas.



4-O que significam as promessas que a Igreja recebe em Tiatira?

R-(1) A primeira parte da promessa provém do Salmo 2:8-9: “Pedeme,

e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua

possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso

de oleiro.” Na fé e no ensino do judaísmo este era um salmo messiânico,

que descrevia o triunfo do Messias em seu Dia. É bem evidente que o

salmista pensava primordialmente num Messias guerreiro que esmagaria

os pagãos e estenderia o poder de Israel até os limites da Terra. Mas há

algo que devemos lembrar. Este salmo foi um dos textos inspiradores do

movimento missionário para as Igrejas. Muitos missionários pediram a

Deus que se cumprisse neles e em seu ministério a promessa “Pede-me, e

eu te darei as nações por herança.” O salmo parece ser uma promessa de

conquistas militares, mas à luz de Cristo se converteu na promessa do

Evangelho para todos os homens.

*A promessa da

estrela da manhã aos que forem fiéis não é nada menos que a promessa

da possessão do próprio Cristo em pessoa. Se o cristão for fiel, quando

sua vida sobre esta Terra termine, possuirá a Cristo, para não perdê-lo

jamais.







QUALIDADES DESTA IGREJA

*Mas a carta continua, surpreendentemente, em termos de

elevadíssimo louvor. A Igreja em Tiatira é felicitada por seu amor,

lealdade no serviço e fiel paciência.

A-O serviço é um resultado do amor, a

paciência é o produto da lealdade. Há algumas coisas, pelo menos, nas

quais a Igreja em Tiatira melhorou desde os dias de seus começos



JEZABEL E A SUA ASTÚCIA

Jezabel talvez ensinasse que pecar era um dever para

os cristãos.




quarta-feira, 25 de abril de 2012

PREPARE O BOLSO PERNAMBUCOS

Energia elétrica aumenta 5,41% em Pernambuco

O reajuste começará a contar a partir do consumo do próximo domingo (29)

‘PÉRGAMO, A IGREJA CASADA COM O MUNDO”


‘PÉRGAMO, A IGREJA CASADA COM O MUNDO”



INTRODUÇÃO:  De Pérgamo um antigo escritor disse que "entregou-se à idolatria mais do que toda a Ásia".    A elevada    montanha que   ficava por   trás dela  era adornada com numerosos templos, entre os quais se encontrava o grande templo de Zeus, que era chamado Soter Theos, o  Deus   Salvador.  Pérgamo  foi  a primeira  cidade  na Ásia a erigir um  templo  em  honra   de Augusto.   Ficou famosa por  suas  escolas de medicina;  e Asclépio, deus da saúde, simbolizado por uma serpente, era ali adorado. Ramsay diz: "Além de todas as  cidades  da Ásia  Menor, ela dá  ao viajante  a impressão  de ser  a sede  da  autoridade".  Como é  apropriado  então que lá fosse,     segundo se diz,   o trono   de    Satanás.    Muito    se tem   discutido   sobre   o       que exatamente eram os nicolaítas   (aqui e em 2:6).   De algum modo eles encorajavam    alguns na igreja a retomarem à frouxidão pagã dos costumes.    Ser cristão     em Pérgamo significava enfrentar o que pode chamar-se, como o teria feito Cromwell, "um compromisso muito difícil".

Vs.12a-A palavra “habitar” significa ter lugar de residência fixo num lugar.

Vs.12-A palavra de Deus é uma espada, capaz de cortar pecado e pecadores. Gira e corta por todas partes, mas o   crente não    tem que temer esta espada; embora a confiança não pode receber respaldo sem uma obediência constante.     Como nosso Senhor nota as vantagens e oportunidades que  temos para  cumprir  nosso dever nos   lugares    onde habitamos,   assim percebe nossas tentações e desalentos pelas mesmas causas . Em  uma situação  de prova, a igreja Deus Pérgamo não negou a fé, nem por apostasia franca, nem por  ceder a fim de evitar a cruz. Cristo elogia sua firmeza, porém repreende suas faltas pecaminosas. Uma visão errada da doutrina    do evangelho    e da liberdade cristã    era a    raiz da amargura da qual surgiram maus costumes. Ao arrependimento é o dever das igrejas e corpos de homens, e das pessoas particulares: os que pecam juntos, devem arrepender-se juntos.

Aqui está a promessa de favor para os que vençam. As influências e as consolações do Espírito deCristo  descem desde  o céu   até a alma   , para apoiá-la. Isto está oculto do resto do mundo. O homem novo é o nome da adoção: quando o Espírito Santo mostra sua obra na alma do crente, ele compreende o nome novo e sua verdadeira importância.

Vs.13b-Conservas o meu nome      (―Manténs firme o meu nome‖).    O termo ―conservar‖ é demasiado inexpressivo.   A questão era apegar-se com toda a força e agarrar-se com unhas e dentes. Algo estava para ser    arrancado da igreja (cf. Ap 2.25; 3.11). Convidava-se para soltar. Uma onda de   perseguição passou por cima da   comunidade. A luta girava em torno do nome Jesus.

Vs13C-E não negaste a minha fé (―E não negaste a fidelidade para comigo‖).   A acepção mais singela   de ―   negar‖ é dizer não quando   perguntado.   Seu oposto é ―confessar‖: dizer sim diante de uma declaração   (ambas as expressões em Jo 1.20).    Conseqüentemente, havia em Pérgamo   discussões   duras e pressão  maciça  para que se renunciasse à fidelidade ao Senhor Jesus. Contudo, a igreja foi aprovada ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós,     onde Satanás habita. Entrementes ficaram para trás os dias difíceis, repletos de trevas satânicas.   Toda a comunidade havia se tornado o foco de ataques públicos, contudo Antipas foi a única vítima. Ele recebe o mesmo título de Jesus Cristo em Ap 1.5.  Nisso expressa-se a estreita união de destinos. O Senhor o atrai para bem perto de si.

Vs.14- O conselho   que  Balaão deu  ao   rei Balaque (Nm 31.16; 25.1-3)    consistia    de   algo ―insignificante‖ quando comparado à preparação de uma batalha de campo: ―convida-os a participarem no culto aos ídolos     (e para a imoralidade comum nessas ocasiões)!    Não lhes envies um grande exército, mas pequenas donzelas!‖ Trata-se, portanto, de uma ninharia no sentido    de uma armadilha. ―Tens entre    ti alguns    daqueles   que se apegam à doutrina de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas diante dos (‗seduzir os‘) filhos de Israel (para a apostasia,) para comerem coisas (‗carne‘ [cf. TEB, BJ]) sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição (‗imoralidade‘)‖.

“Saí do meio deles”, diz-lhes (2 Coríntios 6:17). Esta diferença com relação ao mundo não significa que o cristão deve isolar-se e viver separado do mundo, nem significa que se deva desprezar, odiar ou ter em menos conta o mundo. (1 Coríntios 9:22).

Vs.14b-Tu  tens  os  que  da mesma  forma  sustentam (―se apegam‖ ―seguem‖ [RC]) é uma expressão totalmente neutra, não revelando nenhuma tomada de partido. Não se pode dizer, como em relação a Éfeso: ―Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas‖ (Ap 2.6),  nem  como  dos  cristãos em Tiatira: ―Tu os toleras‖ (Ap 2.20).   Em Pérgamo, esses dois grupos e essas duas correntes de proclamação caminham simplesmente lado a lado. Contudo, essa neutralidade dentro da igreja constitui justamente   o ponto  de acusação contra a igreja em Pérgamo,  que para fora testemunha    de maneira tão corajosa. Como os mesmos homens ficaram   calados,   estranhamente  calados!  Isso   é infidelidade    na essência.    A força   para testemunhar ficou paralisada e     foi interrompida num determinado ponto. Havia algo dentro deles que se entendia com os   balaamitas e    que tinha o efeito de um corpo estranho na sua relação com Jesus.

Vs.17a-Ela se prolonga até o teu hoje.      De maneira inalterada vives onde se situa o trono de Satanás. Naquela época, a ‗velha serpente‘       apareceu como assassina, agora aparece como sedutora. Portanto, duas vezes Satanás. É por isso que a tua fidelidade está em jogo duas vezes e duas vezes a tua vitória. Reconhece     a duplicidade   dos acontecimentos e não corras para a cilada, depois que venceste no conflito aberto.‖ No centro   da igreja   posiciona-se o Senhor da mesma, cuja espada não perdeu o fio num dos lados. Seu alvo é uma vitória redundante.

Vs.17b-Ao  vencedor,   dar-lhe-ei do maná escondido.      Tanto lá como aqui fala-se da refeição como sinal da comunhão perfeita com Cristo. Bengel observa: ―Diante desse manjar o apetite pela carne sacrificada a ídolos deveria desaparecer‖.   Contudo, é verdade que Ap 2.7 se move de acordo com os parâmetros da idéia do paraíso. Agora, porém, o pano de fundo é a época de Moisés, motivo pelo qual é feita associação com a alimentação no deserto.

Vs.17-Os grandes gladiadores eram os heróis mais admirados por Roma.   Em geral o gladiador devia pelejar até que algum contendor o matasse. Mas se algum gladiador tinha ganho honras especiais e sua carreira tinha sido particularmente brilhante, ao envelhecer era excetuado   da obrigação de seguir pelejando, permitindo-se que se aposentasse com honras. Tais homens recebiam uma tessera que tinha escritas as letras SP, iniciais que em latim significam: "homem cujo valor foi provado além de toda dúvida possível". Isto significaria que o cristão fiel é como

um gladiador que, tendo provado sua coragem na batalha da vida, pode desfrutar do descanso que Cristo lhe concede, com honras. Na antigüidade os dias especialmente felizes e bem-sucedidos se denominavam "dias brancos".

NOVO-Por outro lado, em grego há duas palavras para dizer "novo". Uma  coisa pode ser neos, que significa novo no que respeita ao tempo; pode tratar-se de um novo objeto de um tipo ou características bem conhecidas a muito tempo. Por outro, existe kainos, que significa novo não somente   com   relação  ao tempo  mas  também  em  qualidade.  Apocalipse  temos uma nova Jerusalém (3:12), uma nova canção

(5:9), novos céus e nova terra. Diz-se, fazendo uso desta palavra, que Deus faz novas todas as coisas (21:5). Tendo em conta estas observações, sugeriram-se duas linhas de pensamento.











REFERÊNCIA



*Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.



* Comentário Bíblico MOODY.



*Comentário Bíblico BARCLAY